Vejo-me em círculos, sem saber para onde andar
Pensei que seria um pouco mais feliz neste lugar
Mas hoje eu sei que não se pode ser feliz fugindo
Pedindo, sedenta por algo a completar
Estou louca, morta sem forças pra lutar
Em meio a sorrisos esconde-se lágrimas
Lágrimas do desespero, do medo, do erro
Lágrimas que não saem pelo orgulho?
Ou simplesmente por não terem para onde ir?
E eu fico aqui sedenta sem me mecher
Em meio a olhares esconde-se solidão
Solidão que nada revela só apodrece
Solidão que nada espera só enlouquece
Ou simplesmente brinca de marionete?
E eu fico aqui olhando o mundo turvo
Sem saber me aproximar
Em meio ao silêncio esconde-se dores
Dores de amores dos primeiros amores
Dores dos horrores feitos pelos amores
Ou simplesmente pelas sete cores?
Mas eu fico aqui cansada do nada,
e tudo leva-me de volta a nostalgia
Ninguém pode notar meu martírio
Afastei-me por medo, pelo sossego
Todos me culpam, aqueles que amo
Então fujo para o país maravilhoso
Algo mais vistoso, mais gostoso
E tudo cai em mim de novo
A eterna magia se transforma em porcaria
As pequenas fadas em feitiçaria, bruxaria
Aqueles que amo, odeiam mais e mais
Culpam a mim e outros pelos meus atos
Achando serem os mais sensatos, então eu me calo
Culpada! Culpada! Culpada! grito a mim mesma...
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